Lei criada no Espírito Santo entra na pauta do Senado com potencial de nacionalização

Lei criada no Espírito Santo entra na pauta do Senado com potencial de nacionalização

Lei de autoria do deputado Callegari busca expandir as garantias de autonomia à gestante e o combate à violência obstétrica para todo o Brasil.

A garantia dos direitos das gestantes e o combate à violência obstétrica foram os temas centrais da 21ª Reunião Extraordinária da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, realizada nesta quarta-feira (29). O encontro, proposto pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), contou com a participação estratégica do deputado Wellington Callegari (DC), que levou à capital federal a experiência bem-sucedida da legislação capixaba sobre o tema.

O Protagonismo da “Lei do Parto Livre”

Autor da Lei Estadual nº 12.016 (Lei do Parto Livre), sancionada em dezembro de 2023, Callegari utilizou o espaço para detalhar como a medida tem transformado a realidade do atendimento materno-infantil no Espírito Santo. A lei garante às gestantes o direito soberano de escolher a modalidade de parto, seja ele normal ou cesárea, assegurando a autonomia da mulher e promovendo um atendimento humanizado e digno tanto para a mãe quanto para o recém-nascido.

A legislação capixaba estabelece a autonomia das gestantes no momento do nascimento, combatendo práticas que possam ser configuradas como violência obstétrica: “A nossa lei está salvando vidas e garantindo às mulheres e suas famílias um parto humanizado, respeitoso e digno. Tenho uma equipe empenhada na fiscalização da norma. Com isso, as gestantes e seus bebês têm segurança e respeito, graças a Deus”, afirmou o deputado.

Reconhecimento do Senado

Durante o encontro, o senador Eduardo Girão destacou o caráter histórico da exposição e ressaltou que a iniciativa aumenta a responsabilidade do Legislativo. O senador também elogiou o pioneirismo do projeto, classificando-o como uma forma de legislar a favor da vida: “Uma exposição como esta fica para a história e aumenta a nossa responsabilidade. O deputado Callegari construiu algo pioneiro, que é legislar a favor da vida. Isso traz um grande compromisso para nós, nos estados e no Senado”, afirmou Girão.

O senador também enfatizou o processo democrático de construção da lei, lembrando que foram realizadas oito audiências públicas, inclusive no interior do Espírito Santo, para ouvir diferentes correntes de pensamento. Segundo o parlamentar, o texto final, já sancionado, garante o respeito à dignidade tanto da gestante quanto do bebê: “Foi uma construção democrática que ouviu diferentes correntes e alcançou um ponto de união, garantindo o respeito à dignidade da mãe e do bebê”, destacou.

Rumo à Nacionalização

Pré-candidato ao Senado pelo partido Democracia Cristã (DC), Wellington Callegari não esconde sua meta para uma eventual futura atuação legislativa em Brasília: tornar a “Lei do Parto Livre” uma realidade em todo o território nacional: “Essa é uma das lutas urgentes que pretendo levar para Brasília. As mulheres não podem continuar sofrendo com a falta de sensibilidade do poder público no combate à violência obstétrica. Esse trauma que assola as gestantes e suas famílias precisa ser debelado da realidade da população brasileira”, enfatizou Callegari.

A audiência pública reuniu diversos especialistas e autoridades para discutir a viabilidade e a importância de políticas públicas voltadas à saúde da mulher.

O evento foi realizado de forma interativa, permitindo a participação popular via portal e-Cidadania e pelo telefone da Ouvidoria do Senado, reforçando o interesse público sobre a pauta da dignidade gestacional e lançando luz sobre a lei capixaba, que vem ganhando destaque e clamor social em todo o Brasil.